As 6 Etapas
Do levantamento de requisitos aos testes — cada etapa com entradas, saídas e artefatos definidos.
Templates e Artefatos
BRS, FTS, AI Context Pack, API Contract YAML — templates prontos para copiar e usar.
Ferramentas
Trello, Notion, PlantUML, GitHub — gratuitas, sem lock-in, com links diretos de acesso.
Trilha de Aprendizado
6 módulos de Engenharia de Software com vídeos, tarefas práticas e progresso sincronizado.
Spec-Driven Development (SDD)
· Metodologia baseO Modelo Lógike é uma implementação do SDD adaptada para equipes com sistemas legados e uso de IA. Cada fase do SDD tem correspondência direta com as etapas e artefatos do modelo.
→ Padrões da equipe
→ Stack tecnológica
→ FTS (técnico)
→ API Contract YAML
→ Test Plan
→ Cards no Trello
→ Codificação assistida
→ Etapa 4
→ Test Report
→ Etapas 5 e 6
Ciclo completo do Modelo Lógike
Camada 1: Negócio · Camada 2: Execução com IA · Camada 3: Qualidade · Legado realimenta a Etapa 1 continuamente.
Agnóstico de linguagem
Os artefatos não dependem da linguagem de programação. A transição WLanguage → Python não exige refazer a documentação de negócio. Apenas o AI Context Pack e o Code Checklist precisam ser atualizados.
Conhecimento explícito, não tácito
O maior risco com sistemas legados é o conhecimento que existe apenas na cabeça de quem escreveu o código. O modelo exige que regras de negócio sejam registradas antes de qualquer codificação.
IA como acelerador, não como substituto
A IA entra apenas após análise e modelagem. Sem contexto adequado, produz código genérico. Com um AI Context Pack bem construído, torna-se um colaborador preciso e eficiente.
Burocracia mínima viável
Cada etapa produz exatamente um ou dois artefatos curtos. Um desenvolvedor deve conseguir preparar o contexto completo de uma feature em menos de uma hora.
Legado como fonte de verdade
Os sistemas WinDev, VFP e os bancos DBF/HFSQL guardam décadas de regras de negócio. Recursos já desenvolvidos são a primeira fonte de requisitos — não um obstáculo a contornar.
Postgres como banco central
Toda migração converge para PostgreSQL. O schema Postgres é a fonte de verdade para o AI Context Pack — exportar o DDL das tabelas é parte obrigatória da preparação de contexto para a IA.
Análise de requisitos
Camada 1 · Negócio · BRS + Glossário · 1–4 horas
Fontes de requisito
- Recursos já desenvolvidos no legado (WinDev/VFP)
- Tickets do suporte técnico interno
- Legislação e normas regulatórias
- Decisão interna de produto
Protocolo de extração do legado
- Ler o código como arqueólogo — descrever, não julgar
- Mapear cada IF/CASE como regra de negócio
- Registrar tabelas DBF/HFSQL e campos utilizados
- Validar com tickets de suporte como proxy do usuário
Engenharia Reversa com Claude Code — quando há código legado
Legado WL/VFPQuando a feature já existe nos sistemas legados (WinDev/WLanguage ou Visual FoxPro), o Claude Code pode fazer a leitura do código antigo e gerar automaticamente o rascunho do BRS e do FTS — eliminando o trabalho manual de decifrar código estruturado complexo. Para features novas (via suporte ou decisão de produto), o fluxo normal de análise se aplica.
- → Código .wl (WLanguage) ou .prg/.scx (VFP)
- → Estrutura das tabelas DBF ou HFSQL
- → Nome do módulo / funcionalidade
- → BRS rascunho com regras extraídas
- → FTS rascunho com entidades mapeadas
- → Sugestão de schema PostgreSQL
- → Glossário de domínio inicial
Critério de saída: BRS com ao menos 3 critérios de aceite no formato Dado/Quando/Então e campo "Fonte da demanda" preenchido.
spec.md. Define o comportamento esperado em linguagem natural antes de qualquer decisão técnica. No SDD puro, esta fase é imutável após aprovação.Modelagem e design
Camada 1 · Negócio · FTS + API Contract · 2–4 horas
Artefatos de saída
- FTS — Feature Technical Sheet
- API Contract YAML — contrato do endpoint
- Glossário atualizado com termos técnicos
- Fluxo técnico descritivo em Markdown
A mudança mais importante
- Swagger YAML gerado ANTES do código
- Frontend desenvolve em paralelo
- IA recebe contrato preciso para gerar código
- Integração sem surpresas na etapa 5
Critério de saída: API Contract aprovado. FTS com entidades mapeadas no schema PostgreSQL.
spec.md. O API Contract YAML é a especificação executável do endpoint. O FTS §2 (fluxo técnico) equivale ao planejamento em tarefas atômicas do SDD.Contexto para IA
Camada 2 · Execução · AI Context Pack · 30–60 min
Por que esta etapa existe
- A IA não tem memória entre conversas
- Sem contexto, produz código genérico
- Com Context Pack: colaborador preciso
- DDL do Postgres = ouro para a IA
Seções do AI Context Pack
- 1. Identidade da feature
- 2. Contrato YAML do endpoint
- 3. DDL das tabelas Postgres
- 4. Regras de negócio do BRS
- 5. Padrões e convenções da equipe
- 6. Contexto do legado (se aplicável)
Regra de ouro: A IA é tão boa quanto o contexto fornecido. Context Pack bem preenchido = código que precisa de poucos ajustes.
constitution.md do SDD — define as regras imutáveis de código, arquitetura e padrões. As seções 1–4 completam a spec para a IA implementar.Codificação assistida
Camada 2 · Execução · Código + Change Log
Fluxo dev + IA
- Dev abre sessão com IA + AI Context Pack
- IA gera o código do endpoint
- Dev revisa e aplica o Code Checklist
- Ciclo se repete até a feature estar completa
Code Checklist — verificar sempre
- Nomes de tabelas/colunas corretos (schema PG)
- Todas as RN do BRS implementadas
- Tratamento de erros conforme padrão
- Estrutura de resposta da API correta
Convenção de branch: feature/BRS-2025-014-nome-da-feature
Revisão e integração
Camada 3 · Qualidade · Review Log + Swagger validado
Atividades de revisão
- Code review via Pull Request no GitHub
- Code Checklist aplicado pelo revisor
- Atualização e publicação do Swagger YAML
- Alinhamento com equipe de frontend
Quem revisa o quê
- Dev sênior: lógica + arquitetura
- Qualquer dev: padrões + nomenclatura
- Frontend: contrato de API + comportamento
Gatilho: O Pull Request é o gatilho formal da Etapa 5. Nenhum código vai para a branch principal sem review.
spec.md (BRS + FTS). O checklist de revisão deve incluir: "Todas as RN do BRS foram implementadas?" e "O contrato YAML está sendo respeitado?"Testes e validação
Camada 3 · Qualidade · Test Plan + Test Report
Tipos de teste
- Unitário — funções e métodos isolados
- Integração — módulos + banco Postgres
- API — endpoints contra o contrato YAML
- Homologação — critérios de aceite do BRS
Conexão BRS → Testes
- Cada CA-XX do BRS vira um caso de teste
- Test Plan derivado diretamente do BRS
- Test Report fecha o ciclo da feature
- Rastreabilidade: requisito → código → teste
Critério de saída: Todos os CA do BRS marcados como verificados no Test Report.
BRS — Business Requirements Sheet
O QUÊ e POR QUÊ · Linguagem de negócio · Etapa 1
Responde: O QUÊ e POR QUÊ. Linguagem de negócio, sem tecnologia. Fonte pode ser legado, suporte, legislação ou produto. Cada feature tem exatamente um BRS.
Quando criar
Antes de qualquer modelagem ou código. O BRS é o ponto de partida de todas as etapas seguintes.
Fontes de entrada
Código legado (WL/VFP), tickets de suporte, legislação, decisão interna de produto.
Critério de saída da Etapa 1: BRS com ao menos 3 critérios de aceite no formato Dado/Quando/Então e campo "Fonte da demanda" preenchido.
FTS — Feature Technical Sheet
COMO implementar · Entidades, fluxo e arquitetura · Etapa 2
Responde: COMO implementar. Entidades, fluxo técnico e decisões de arquitetura. Gerado a partir do BRS — é a ponte entre o requisito de negócio e o código.
Diferença do BRS
BRS = negócio (o quê). FTS = técnico (como). Um não substitui o outro — os dois são necessários.
Atenção à sigla
FTS = Feature Technical Sheet. Não confundir com TDD (Test-Driven Development), que é uma prática de testes.
API Contract — YAML (Swagger/OpenAPI)
Contrato do endpoint · Gerado ANTES do código · Etapa 2
Define rota, método HTTP, parâmetros, body e todas as respostas. Gerado ANTES do código — o frontend desenvolve em paralelo e a IA tem especificação precisa para implementar.
Regra do Modelo Lógike: nenhum endpoint é codificado sem ter um bloco YAML aprovado. O Swagger que a equipe já usa passa a ser gerado na Etapa 2 — não após a codificação.
AI Context Pack
Contexto completo para a IA · DDL + BRS + contrato · Etapa 3
O artefato mais estratégico do modelo. Cole o DDL do Postgres — é o elemento mais valioso para a IA. Reúne tudo que a IA precisa para gerar código preciso: contrato, banco, regras e padrões.
Regra de ouro
A IA é tão boa quanto o contexto fornecido. Context Pack bem preenchido = código que precisa de poucos ajustes.
Na migração WL → Python
Apenas a seção 5 (Padrões) precisa ser atualizada. Todo o resto — BRS, FTS, DDL, regras — permanece idêntico.
Test Plan — Plano de Testes
Casos de teste derivados dos CA do BRS · Etapa 6
Define o que será testado e como. Cada caso de teste rastreia diretamente a um critério de aceite (CA-XX) do BRS. Um BRS bem escrito torna a escrita do Test Plan quase automática.
Rastreabilidade: CA-01 do BRS → CT-001 do Test Plan → linha no Test Report. Cadeia completa: requisito → implementação → resultado validado.
Test Report — Relatório de Testes
Resultado dos testes · Fecha o ciclo da feature · Etapa 6
Registra o resultado de cada caso de teste e a decisão final sobre a feature. É o documento que autoriza a entrega. Sem Test Report aprovado, a feature não vai para produção.
Critério de saída da Etapa 6: todos os CA do BRS marcados como "Passou". Defeitos críticos abertos bloqueiam a entrega — devem ser corrigidos e retestados.
Glossário de Domínio
Termos do negócio com definições precisas · Documento vivo · Todas as etapas
Diferente do BRS — que é por feature — o glossário é da empresa e nunca termina. Cresce a cada nova feature. Evita que a mesma palavra signifique coisas diferentes para o dev, o usuário e a IA.
Por que importa para a IA
Cole os termos no AI Context Pack. A IA entende "competência" como mês de referência — não como habilidade profissional.
Fluxo de uso
Ao escrever um BRS, cada termo do domínio deve existir no glossário. Se não existir — adicione antes de continuar.
# Glossário de Domínio — [Nome do Sistema]
Documento vivo. Atualizar sempre que um novo termo surgir.
Última atualização: [dd/mm/aaaa]
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## Tabela principal
| Termo | Definição no sistema | Sinônimos no legado | Tabela Postgres | BRS relacionado |
|-----------------|---------------------------------------------|--------------------------|-----------------------|------------------|
| Competência | Mês e ano de referência dos cálculos | Período, referência, mês | tb_competencia | BRS-2025-001 |
| Lançamento | Registro financeiro de um evento ocorrido | Movimento, entrada | tb_lancamento | BRS-2025-003 |
| Beneficiário | Pessoa física que recebe o serviço | Cliente, usuário, titular| tb_beneficiario | BRS-2025-002 |
| Proporcional | Cálculo dividido pelos dias úteis do mês | Fracionado, parcial | — | BRS-2025-005 |
| Vigência | Período em que uma regra está ativa | Validade, período ativo | — | BRS-2025-007 |
| Rubrica | Categoria de um lançamento financeiro | Tipo, código, verba | tb_rubrica | BRS-2025-003 |
| [Termo] | [Definição precisa no contexto do sistema] | [Nome no legado WL/VFP] | [tb_nome ou —] | [BRS-id] |
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## Orientações de preenchimento
DEFINIÇÃO NO SISTEMA
Escreva como se a pessoa lendo nunca tivesse visto o sistema.
Evite usar o próprio termo na definição.
Exemplo RUIM: "Competência é a competência do mês"
Exemplo BOM: "Competência é o mês e ano de referência usado nos
cálculos. Ex: competência 03/2025 = março de 2025."
SINÔNIMOS NO LEGADO
Liste TODOS os nomes que esse conceito já teve nos sistemas
WinDev, VFP ou nas tabelas DBF/HFSQL. Cria a ponte entre
o vocabulário antigo e o novo sistema.
TABELA POSTGRES
Preencha quando o termo mapear diretamente para uma tabela.
Use — quando for um conceito sem tabela própria.
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## Termos a EVITAR — ambíguos sem qualificação
| Termo ambíguo | Problema | Use em vez disso |
|-----------------|---------------------------------------------|--------------------------|
| Período | Pode ser dia, mês, ano ou intervalo | Competência / Vigência |
| Valor | Pode ser monetário, percentual ou quantidade| Valor bruto / Alíquota |
| Usuário | Pode ser o operador ou o beneficiário | Operador / Beneficiário |
| Tipo | Genérico demais | Tipo de débito / Rubrica |
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## Como usar com a IA
Cole a tabela principal no AI Context Pack (seção 1 — Identidade
da feature). A IA passa a interpretar os termos com o significado
correto do domínio — não com o sentido comum da palavra.
Engenharia Reversa com Claude Code
Extrai BRS e FTS automaticamente de código legado WL/VFP · Etapa 1 (legado)
Quando a feature já existe no legado (WinDev/VFP), o Claude Code faz a leitura e interpretação do código antigo para gerar automaticamente o BRS e o FTS iniciais — eliminando o trabalho manual de decifrar código estruturado complexo.
Quando usar: somente quando existir código legado correspondente. Para features novas (via suporte ou cliente), o fluxo normal da Etapa 1 se aplica.
Entradas para o Claude Code
- → Código WLanguage (.wl) ou Visual FoxPro (.prg/.scx)
- → Estrutura das tabelas DBF ou HFSQL
- → Nome do módulo / funcionalidade
Saídas geradas
- → BRS rascunho com regras extraídas do código
- → FTS rascunho com entidades mapeadas
- → Sugestão de schema PostgreSQL
- → Glossário de domínio inicial
Prompt base para engenharia reversa com Claude Code
| Sigla / Termo | Nome completo | Definição no Modelo Lógike |
|---|---|---|
| BRS | Business Requirements Sheet | Documento de uma página que descreve O QUÊ e POR QUÊ. Linguagem de negócio, sem tecnologia. Produzido na Etapa 1. No SDD equivale à camada de negócio do spec.md. |
| FTS | Feature Technical Sheet | Documento técnico que descreve COMO implementar. Entidades, fluxo técnico e arquitetura. Etapa 2. No SDD equivale à camada técnica do spec.md. Não confundir com TDD (Test-Driven Development). |
| ACP | AI Context Pack | Documento que reúne todo o contexto necessário para a IA gerar código preciso: contrato YAML, DDL, regras de negócio e padrões da equipe. Etapa 3. No SDD equivale ao constitution.md. |
| SDD | Spec-Driven Development | Metodologia onde a especificação é o artefato de primeira classe — escrita antes do código. O Modelo Lógike é uma implementação do SDD adaptada para equipes com legado e uso de IA. |
| UML | Unified Modeling Language | Linguagem visual padronizada para modelar sistemas. Agnóstica de linguagem de programação. Pode ser usada opcionalmente para complementar o FTS com diagramas de classes e sequência. |
| API | Application Programming Interface | Interface entre frontend e backend. No Modelo Lógike, definida antes de codificar via contrato YAML (Etapa 2). |
| YAML | YAML Ain't Markup Language | Formato de texto para contratos de API (Swagger/OpenAPI). Legível por humanos e máquinas. Gerado na Etapa 2 antes do código. |
| DDL | Data Definition Language | Comandos SQL que definem a estrutura do banco (CREATE TABLE, ALTER TABLE). Usado no AI Context Pack para contextualizar a IA sobre o schema PostgreSQL. |
| DBF | dBase File | Formato de tabelas do Visual FoxPro (legado). Fonte de regras de negócio a migrar para PostgreSQL. Entrada para a etapa de engenharia reversa. |
| HFSQL | Hyper File SQL | Banco de dados proprietário do WinDev (legado). Fonte de regras de negócio a migrar para PostgreSQL. Entrada para a etapa de engenharia reversa. |
| VFP | Visual FoxPro | Linguagem e banco de dados legado (Microsoft). Sistema de origem de regras de negócio. Código .prg e .scx são entradas para o Claude Code na engenharia reversa. |
| WL | WLanguage | Linguagem de programação proprietária do WinDev (PCSOFT). Stack atual do backend. Código .wl é entrada para o Claude Code na engenharia reversa. |
| PG | PostgreSQL | Banco relacional open source. Destino de toda a migração de banco. Schema exportado como DDL é fonte central de contexto para a IA no AI Context Pack. |
| CA | Critério de Aceite | Condição verificável que define quando uma feature está pronta. Formato: Dado [contexto] / Quando [ação] / Então [resultado esperado]. Escrita no BRS, validada nos testes da Etapa 6. |
| RN | Regra de Negócio | Comportamento que o sistema deve ter, definido pelo domínio de negócio. Extraída do legado, legislação ou suporte. Cada IF/CASE no código legado é uma RN tácita a documentar. |
| PR | Pull Request | Solicitação de merge no GitHub. Gatilho formal da Etapa 5 (code review). Nenhum código vai para a branch principal sem PR aprovado. |
| SDLC | Software Development Life Cycle | Ciclo de vida do desenvolvimento de software. O Modelo Lógike é uma implementação do SDLC para equipes pequenas com sistemas legados e uso de IA. |
| ER | Engenharia Reversa | Processo de leitura do código legado (WL/VFP) pelo Claude Code para gerar automaticamente rascunhos de BRS e FTS. Usado somente quando há código legado correspondente à feature. |
| Artefato | — | Documento ou diagrama produzido em uma etapa do modelo. Cada etapa tem artefatos de entrada e de saída bem definidos. Ex: BRS, FTS, ACP, API Contract. |
| Feature | — | Funcionalidade ou módulo sendo desenvolvido. Cada feature percorre as 6 etapas do Modelo Lógike e produz seus próprios artefatos rastreáveis. |
| Schema | — | Estrutura do banco de dados — tabelas, colunas, tipos e relacionamentos. Exportado como DDL do PostgreSQL. Elemento mais valioso do AI Context Pack para a geração de código. |
| Prateleira | — | Sistema comercial desenvolvido para múltiplos clientes, sem customização por encomenda. Contexto dos sistemas da Lógike — demandas chegam via suporte ou legislação. |
| Spec | Specification | Especificação formal do comportamento de uma feature. No SDD e no Modelo Lógike, a spec (BRS + FTS) é escrita antes do código e serve como fonte de verdade para a IA e para os testes. |
| Constitution | constitution.md (SDD) | Documento central do SDD que define regras imutáveis do projeto: stack tecnológica, padrões de arquitetura e convenções de código. No Modelo Lógike corresponde à seção 5 do ACP e ao Glossário de Domínio. |
| Competência | — (domínio jurídico) | Mês e ano de referência dos cálculos. Ex: competência 03/2025 = março de 2025. Sinônimos no legado: período, referência, mês. Tabela: tb_competencia. |
| Glossário de Domínio | — | Documento vivo e compartilhado pela equipe que registra os termos específicos do negócio com definições precisas. Diferente do BRS (por feature), o glossário é da empresa e nunca termina. |
Fundamentos de Engenharia de Software
Mês 1 · O que é ES, ciclo de vida, diferença entre codificar e desenvolver
Por que é o primeiro
- Cria o vocabulário comum da equipe
- Explica por que etapas importam
- Diferencia codificar de desenvolver
- Contextualiza o Modelo Lógike
O que você vai aprender
- Ciclo de vida de software (SDLC)
- O que são requisitos e por que importam
- O que é código limpo na prática
- O que é dívida técnica
Escolha um módulo do sistema legado (WinDev ou VFP). Documente em linguagem natural o que ele faz, quem usa e quais as principais regras — incluindo recursos já desenvolvidos que servem como fonte de requisitos para o novo sistema.
Etapa 1 do Modelo LógikeCom base no mapeamento acima, escreva o BRS de uma funcionalidade usando o template do Modelo Lógike. Preencha o campo "Fonte da demanda" identificando se veio do legado, suporte ou legislação.
Artefato: BRSNa reunião quinzenal, cada membro apresenta seu BRS. A equipe discute: as regras estão claras? Os critérios de aceite são verificáveis? Alguma regra estava tácita e precisou ser explicitada?
Reunião de equipeClique para marcar como aprendido — salvo automaticamente no banco:
BRS, FTS e Documentação em Markdown
Mês 2 · Escrita técnica, artefatos do Modelo Lógike, Spec-Driven Development · Etapas 1 e 2
O que é Spec-Driven Development
- Especificação escrita ANTES do código
- BRS = spec de negócio · FTS = spec técnica
- IA gera código a partir da spec, não do vazio
- Reduz retrabalho e ambiguidade no desenvolvimento
Por que Markdown no Modelo Lógike
- BRS e FTS são escritos em .md
- Versionados no GitHub junto com o código
- Legível por humanos e pela IA
- Notion renderiza .md nativamente
Spec-Driven Development — o ciclo completo
Usando o módulo legado mapeado no mês 1, escreva um BRS completo em Markdown seguindo o template do Modelo Lógike. Foque em extrair regras tácitas do código — cada IF/CASE é uma regra de negócio a documentar.
Artefato: BRS em MarkdownA partir do BRS escrito na tarefa anterior, escreva o FTS correspondente em Markdown. Mapeie as entidades das tabelas DBF/HFSQL para nomes em snake_case do PostgreSQL e descreva o fluxo técnico da operação passo a passo.
Artefato: FTS em MarkdownCom o BRS e FTS prontos, monte o AI Context Pack da feature incluindo o DDL das tabelas PostgreSQL sugeridas. Use o Context Pack para pedir ao Claude que gere o endpoint correspondente. Avalie a qualidade do código gerado.
Spec-Driven na práticaClique para marcar como aprendido:
Design de API REST e Contratos
Mês 3 · Princípios REST, Swagger/OpenAPI, contrato antes do código · Etapa 2
A mudança mais impactante
- Swagger YAML gerado ANTES do código
- Frontend desenvolve em paralelo
- IA recebe contrato preciso para codificar
- Redução de retrabalho na integração
O API Contract no Lógike
- Arquivo YAML com rota, método, parâmetros
- Respostas esperadas por cenário
- Códigos de status corretos
- Versionado no GitHub junto ao código
Pegue um endpoint do Swagger existente da equipe. Verifique: segue os princípios REST? O status code está correto? A nomenclatura da rota faz sentido? Documente as inconsistências encontradas.
Análise críticaPara a feature trabalhada nos meses 1 e 2, escreva o API Contract YAML antes de qualquer código. Inclua rota, método HTTP, parâmetros, body, respostas de sucesso e de erro.
Artefato: API ContractCompartilhe o contrato YAML com a equipe de frontend antes de codificar. Quantos ajustes foram necessários? Registre as mudanças — isso demonstra o valor do contrato antecipado.
Integração front-backTestes de Software
Mês 4 · Pirâmide de testes, unitários, integração, API · Etapa 6
A conexão testes → BRS
- Cada CA do BRS vira um caso de teste
- Test Plan derivado diretamente do BRS
- Test Report fecha o ciclo da feature
- Rastreabilidade total: requisito → código → teste
Tipos de teste no Lógike
- Unitário — funções isoladas
- Integração — módulos + banco
- API — endpoints vs contrato YAML
- Homologação — critérios de aceite do BRS
Para a feature trabalhada nos meses 1 a 3, escreva o Test Plan usando o template do Modelo Lógike. Cada caso de teste deve rastrear diretamente a um critério de aceite (CA-XX) do BRS.
Artefato: Test PlanExecute os casos de teste do Test Plan contra o endpoint correspondente. Registre os resultados no Test Report — passou, falhou, observações.
Artefato: Test ReportPara os endpoints existentes no sistema atual: quantos critérios de aceite têm teste correspondente? Quantos não têm? Isso revela a cobertura real e prioriza o que precisa ser testado primeiro.
Análise de coberturaGit e Fluxo de Equipe
Mês 5 · Branches, commits semânticos, code review, GitHub privado · Etapas 4–5
Convenção de branches no Lógike
- feature/BRS-2025-014-nome-da-feature
- bugfix/BRS-2025-015-descricao
- docs/BRS-2025-014-atualiza-fts
- Rastreabilidade BRS → branch → PR
Commits semânticos
- feat: nova funcionalidade [BRS-id]
- fix: correção de bug [BRS-id]
- docs: atualização de documentação
- test: adição ou ajuste de testes
Criar o repositório privado no GitHub para o projeto. Estruturar a pasta /docs com os primeiros artefatos do Modelo Lógike (BRS e FTS da feature piloto). Configurar acesso apenas para a equipe.
InfraestruturaCriar uma branch feature/BRS-[id]-[nome], fazer uma alteração de código ou documentação e abrir um Pull Request. Outro membro faz o code review usando o Code Checklist. Praticar o ciclo completo.
Etapa 5 do Modelo LógikeDurante duas semanas, toda a equipe usa commits semânticos com referência ao BRS. Na reunião do final do mês: o histórico ficou mais legível? Foi mais fácil rastrear o que foi implementado?
Hábito de equipeDesenvolvimento Assistido por IA
Mês 6 · AI Context Pack, prompt engineering, avaliação de código gerado · Etapas 3–4
Por que é o último módulo
- IA amplifica quem tem base sólida
- Sem base, o código gerado não é avaliável
- Módulos 1–5 são o pré-requisito real
- Context Pack sem UML e BRS é vazio
O que o AI Context Pack inclui
- Contrato YAML do endpoint
- DDL das tabelas Postgres
- Regras de negócio do BRS
- Padrões e convenções da equipe
Montar o ACP completo de uma feature real: schema Postgres (DDL), regras de negócio do BRS, padrões da equipe e contrato YAML. Usar com Claude para gerar o código do endpoint. Registrar o prompt usado.
Artefato: AI Context PackApós gerar o código com a IA: quantos ajustes foram necessários? O que a IA acertou? O que ela errou? O código seguia o schema Postgres corretamente? As regras de negócio foram respeitadas? Registrar no Review Log.
Artefato: Review LogCom base nas tarefas 6.1 e 6.2, refinar o prompt base do AI Context Pack. A versão refinada se torna o padrão da equipe — versionada no GitHub e usada em todas as features futuras.
Padrão de equipeCusto real da migração: atualizar a seção 5 do AI Context Pack (Padrões da equipe), o Code Checklist e o prompt base. Todos os outros artefatos — BRS, FTS, Glossário, API Contract, Test Plan, Test Report — permanecem 100% válidos e não precisam ser reescritos.
| Artefato | Etapa | Muda? | Motivo |
|---|---|---|---|
| BRS | Etapa 1 | Não muda | Requisitos de negócio são agnósticos de linguagem — o QUÊ não depende do COMO |
| Glossário de Domínio | Contínuo | Não muda | Termos do domínio de negócio não dependem da linguagem de implementação |
| FTS | Etapa 2 | Não muda | Entidades, fluxo técnico e mapeamento PostgreSQL são agnósticos de linguagem |
| API Contract YAML | Etapa 2 | Não muda | O contrato da API (rotas, parâmetros, respostas) é independente da implementação |
| Schema PostgreSQL | Etapa 2 | Não muda | O banco de dados é o mesmo — DDL, tabelas e relacionamentos permanecem idênticos |
| Test Plan / Test Report | Etapa 6 | Não muda | Os critérios de aceite do BRS são os mesmos — os testes validam o comportamento, não o código |
| ACP — seção 1 a 4 | Etapa 3 | Não muda | Identidade da feature, contrato YAML, DDL e regras de negócio são agnósticos |
| ACP — seção 5 (Padrões) | Etapa 3 | Muda | Padrões e convenções são específicos da linguagem — reescrever para Python (PEP 8, type hints, estrutura de projeto) |
| Code Checklist | Etapa 4–5 | Muda | Revisado para convenções Python: PEP 8, type hints, docstrings, estrutura de módulos |
| Prompt base da IA | Etapa 3 | Muda | De "especialista em WLanguage (WinDev PCSOFT)" para "especialista em Python" — único ajuste no ACP |
No Spec-Driven Development, a especificação (spec.md = BRS + FTS)
é separada da implementação. Isso significa que ao migrar de WLanguage para Python,
você não está reescrevendo o sistema — está
reimplementando uma spec já aprovada em uma linguagem diferente.
A spec continua válida, os testes continuam válidos, o banco continua o mesmo.
Só o código muda.
Fluxo sugerido para a migração endpoint por endpoint
Atualização do prompt base — seção 5 do ACP para Python
Trello
Gestão de tasks e kanban. Cards das features com link para o BRS no Notion. Visualiza o status de cada feature no ciclo do Lógike.
✓ Gratuito (plano básico suficiente)↗ Abrir TrelloNotion
Repositório de conhecimento. BRS, FTS, Glossário, AI Context Pack, decisões técnicas. Complementa o Trello — não compete.
✓ Gratuito (plano Free — suficiente para 10 devs)↗ Abrir NotionMarkdown — Documentação como código
Formato de escrita dos artefatos BRS, FTS, AI Context Pack e Glossário de Domínio. Legível por humanos, interpretado pela IA e versionado no GitHub junto com o código. Renderizado nativamente no Notion e GitHub.
✓ Gratuito · Sem instalação · Suportado em todas as ferramentas da stack↗ Guia de sintaxe↗ Editor onlineGitHub
Código e documentação versionados juntos. Repositórios privados gratuitos. PRs como gatilho formal da Etapa 5.
✓ Repositórios privados gratuitos para qualquer conta↗ Abrir GitHubClaude (Anthropic)
Motor central de IA. Geração de código com AI Context Pack, revisão, geração de testes e documentação.
→ Plano Pro ou API↗ Claude.ai↗ DocumentaçãoPostman / Insomnia
Teste de endpoints de API. Usa o contrato YAML da Etapa 2 para validar os endpoints na Etapa 6.
✓ Ambos gratuitos para uso básico↗ Postman↗ InsomniaComece pelos princípios
Antes de qualquer ferramenta, entenda os 6 princípios fundamentais do Modelo Lógike. Eles explicam por que fazemos as coisas desta forma.
Leia o glossário
A equipe usa siglas específicas (BRS, FTS, ACP, RN, CA). Familiarize-se antes da primeira reunião de equipe.
Entenda as 6 etapas
Todo desenvolvimento passa pelas 6 etapas. Nenhuma feature vai para produção sem percorrer o ciclo completo.
Configure as ferramentas
Você precisará de acesso ao Trello, Notion, GitHub (solicite ao admin), PlantUML e Claude.
Inicie a Trilha de Aprendizado
6 módulos de Engenharia de Software com vídeos em português e tarefas práticas no sistema real. Comece pelo Módulo 1 e avance um módulo por mês.
Primeiro BRS na primeira semana
Escolha um módulo do sistema legado, mapeie o que ele faz e escreva um BRS usando o template. Apresente na reunião quinzenal da equipe.
Progresso por módulo
LogikeDev.db (SQLite).